segunda-feira, 7 de julho de 2008

Se temos Papa, por que não ter Obama?

Há uma semana atrás, passava de carro na Conselheiro Rodrigues Alves. Ao parar em um dos semáforos da avenida, vi em minha frente um carro com um adesivo afixado em seu pára-choque. Logo pensei: “Vou ver quem é o “fanfarrão” que o nosso amigo da frente vai votar nesse ano”. Fui surpreendido: onde esperava ver um Papa, achei um Obama. Isso mesmo, Barack Obama, do DEM, ou melhor, do partido democrata norte-americano.

Na hora, fiquei embasbacado, o que é normal. Mas depois, analisei melhor a situação: não basta o brasileiro calçar Nike e comer no Mc Donalds, ele ainda se preocupa mais com a política do país dos outros do que com a do próprio país dele?

O que dizer disso? Creio que o povo brasileiro (ou parte dele) já perdeu sua esperança (e também sua paciência) em relação aos políticos que, mesmo passando por processos eleitorais, não se renovam. É sempre a mesma corja que toma conta da carne, e, quando conseguem tira-los do poder, parece que os que entram em seus lugares são dez vezes piores.

Talvez esse simples adesivo seja um simples grito, de “sim, nós podemos” (ou “yes, we can”, como disse Obama em um comício na Carolina do Sul, meses atrás). Podemos mudar? Pode ser que sim, mas, infelizmente, o passado condena os políticos. Por mais santos que suas caras e/ou nomes possam parecer...

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